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segunda-feira, 15 de novembro de 2010


FOTOS - INSCRIÇÃO BBB11


VÍDEO - INSCRIÇÃO BBB11


MAIS UMA TENTATIVA - Aquele que tem sonhos cutuca as oportunidades..
D@N
Paulo Coelho

Continuo aqui transcrevendo textos de Carlos Castaneda:

Não importa como fomos criados.
O que determina nosso modo de agir é a maneira como administramos a nossa vontade. Um homem é a soma de todas as suas vontades, que determinam sua maneira de viver e morrer.
A vontade é um sentimento, um talento, algo que nos dá entusiasmo. A vontade é algo que se adquire – mas para isso é necessário lutar a vida inteira.
Desde o instante em que nascemos, as pessoas nos dizem que o mundo é assim, ou assado, desta ou daquela maneira. É natural que – durante um certo período – terminemos por acreditar naquilo que nos dizem. Mas logo precisamos deixar estes conceitos de lado, e descobrir nossa própria maneira de ver a realidade.


De: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/
 
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QUE DESTINO É ESSE???
É UMA PENA QUE O MELHOR SEJA CARO, RARO, OPORTUNAMENTE ABSTRATO, INACESSÍVEL A MINURIA QUE É MAIORIA, ENQUANTO A VIDA VAI PASSANDO. É UMA PENA...
 
Inté +
D@N

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

S O R R I R   O U   C H O R A R

"Sofrimento é igual Sorriso, brota a qualquer instante, em qualquer lugar, em qualquer relação, com qualquer pessoa. Não existe vacina nem imunes e os efeitos variam de individuo para individuo, suscetibilidade, uns apenas irão sorrir, e outros irão se engasgar gargalhando.

Alguns fazem deste, um momento inesquecível, eterno, outros, apenas irão mover os lábios, com timidez, por um breve instante.

Se conheça, se ame, se goste o suficiente para se entender e entender a importância e o peso dos “sorrisos” que você terá que vivenciar, este é o segredo."


          Comparar a palavra Sofrimento com a palavra Sorriso foi uma forma simples de te fazer enxergar também, a grandeza do gesto SORRIR. De forma intensa ou tímida, o SORRISO também pode contagiar, ser levado ao eterno, e ocupar o mural das melhores lembranças. Sorria, busque e faça sorrisos.

Obs: Sorrir sem moderação ajuda a prevenir os sintomas pesarosos do existir.


Inté +

quinta-feira, 1 de abril de 2010

AINDA, SOBRE A ENTREVISTA DE BONINHO A FOLHA DE SÃO PAULO - 21/03/2010


FOLHA - O que mais marcou o "BBB" nessas dez edições?
BONINHO - A coisa mais marcante do programa é o Pedro Bial, que vamos repetir sempre. Foi a melhor surpresa que tivemos. No começo, era ele e a Marisa [Orth]. O próprio Pedro descobriu algo diferente no programa. Um cara com a história dele como jornalista encarar isso com leveza, seriedade e bom humor, é raro.


          Concordo, até o que se pode entender do jogo BBB, a camaradagem real só existe na simpatia inicial, nos primeiro momentos de confinamento. Tem gente que ainda se arriscar em dizer: se eu entrar no BBB vou causar, vou ser amado, eu sou o bom....

          Será? O confinamento cada vez mais se define como o maior “causador mental”. São quase 4 meses de total troca de mascaras, de versões e inversões, mocinhos são bonzinhos e bandidos armados o tempo todo, e sobra saudade, e sobra solidão num ambiente tão pequeno, agradável e nada solitário. Realmente, não é para entender, é para se dar, e lá de dentro, torcer para agradar. O CUMULO DA COMPLEXIDADE.

          Retomando o começo deste, tomando como base os desafios do jogo e seus jogadores, eu concordo com o Boninho, o melhor do BBB é o Bial. As crônicas inteligentes de Mauricio Ricardo me fizeram virar fã, assim como a edição minuciosa do programa também tem o seu valor, mas o Bial é quase 30% desse sucesso.

          Que bom seria no real, chegar aos seus limites e em um dado momento, esperado, saber que uma figura, dotada de inteligência, modéstia, elevada e contagiante simpatia irá aparecer. Não parando por aparecer, essa figura também irá te apresentar uma nova oportunidade, fácil ou muito difícil, mas que podem mudar tudo. E no fim de tudo, entre o suspiro final e o mundo real, se tudo ou nada der certo a ultima pessoa que irá, com maestria, brincar com algum bocado de bons adjetivos, versos e o sentimento maduro em seu peito, real, será o Bial.

Hahaha, esse texto ta ficando meio melado para um blog de menino???

          O que fazer, sou fã e entre os delírios e vergonhas de nossa nação, prefiro gostar e apostar no melhor, ainda que raros, é possível encontrar até em cebolas ( descasca chorando e come sorrindo). Para os espertos que gostam de BBB, a única certeza de sucesso além do milhão é se perder nas graças do Pedrão, figura ubíqua de todas as edições.

SER MAX É POUCO, JÁ PASSOU, O MELHOR É SER PRISCILA, SEMPRE VIVA NAS PALAVRAS DO CURINGA.

          Fica a dica: No melhor da programação, diversão, milhão, é melhor terminar o jogo em paz com o Pedrão. Figura impar, viva em todas as edições.


Inté +

domingo, 21 de março de 2010

AAAHHH!!!!! BOMMMM, AGORA EU ENTENDI



....A tendência do jogo é fazer com que eles briguem, que lutem pelo dinheiro. QUANDO ALGUÉM É PÉSSIMO PARA O PÚBLICO, ELE É MARAVILHOSO PARA A GENTE. O "Big Brother", para a minha equipe de seleção, não é um jogo de experiência científica, é só um jogo. Não nos afeta, não nos chama a atenção a hora em que o cara fica acuado ou fica psicologicamente afetado por alguma coisa e pode virar um monstro. Não estamos preocupados com conceitos psicológico, mas, sim, com os relacionamentos e com a brincadeira que é proposta.....


....Só penso no sucesso do jogo.....

Boninho
Fonte (Texto): Folha de São Paulo – 21/03/2010 11h16 - http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u709035.shtml


NA MINHA OPINIÃO, ISSO JUSTIFICA A PERMANÊNCIA DA PARTICIPANTE MAIS ANTIPÁTICA E MANIPULADORA DO BBB10. UMA PENA, A QUALIDADE DESSA E DESSES “PÉSSIMOS”.

FICA A DICA:
LIA KHEY, linda em uma super produção + photoshop antes do BBB.
 
LIA KHEY em uma super produção/atuação de manipulação, drama e falta de noção sem Photoshop durante o BBB10.
 
 
NINGUÉM MERECE

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PERSONALIDADE DA TERRA


          Eu não sei o seu nome, e acho que poucas pessoas tenham se interessado em saber.
          Ele tem cara de herói e um jeito singular de encarar a vida.
          Uma vez o vi feliz, dançando os últimos sucessos de 2008, na porta de uma loja de sapatos, entre os intervalos promocionais. Em uma data festiva, o vi, muitas pessoas também, marchando junto com o TG de nossa cidade.
          Certa vez eu lhe ofereci o dinheiro de um almoço, e ele apenas sorriu e disse coisas que eu não entendi. Muitas vezes eu o vi cantarolando os delírios de sua embriagues, mas, o dia que mais me chamou a atenção foi quando o vi de dentro de uma loja de moveis sorrir e acenar para o seu reflexo em um grande espelho emoldurado em sucupira.
          Fico a pensar qual reflexo ele teria visto no espelho, qual a graça, se a imagem que vimos, foi a de uma realidade solitária, abandonada a sua triste sorte em trajes indignos.
          Qual a sua historia?
          Por que ele não é encontrado? Por onde caminham os seus?
          Ele está perdido, indo ou vindo?
         Eu não sei, e acho que poucas pessoas tenham se interessado em saber. Dele, só se sabe o necessário para/enquanto existir. É apenas mais uma figura jogada as margens sociais de uma cidadezinha do interior. Daquelas, que por falta de sorte, sanidade ou grana, se tornam atração popular. É a desgraça pintada de rosa, mais ou menos como aquele programa mexicano que retrata a historia de um menino pobre, sem identidade e condições de sobreviver, garoto ignorante que mora em um barril, convive e faz parte do dia-a-dia de todos, e ninguém faz nada para mudar sua história.
          Ao invés de um barril, pontes ou ruelas, o nosso herói escolheu um canto especial para passar as noites. Se não me engano já faz anos.
          Em seu canto, virou matéria de jornal, quando colocaram fogo em seus apetrechos de sobrevivência, coisas simples, um colchonete e uma manta, surrados e sujos, tão pouco, tão tudo.
          O que seria riqueza, para um racional? Identidade, família, lar, acesso à saúde, lazer, alimentação, cultura, respeito, religião, privacidade, um salário capaz de suprir todo esse luxo, enfim, tudo o que nos é garantido por lei. Está sacramentado, pesquise no google o que é CF88 e Direitos Sociais.
          O mais cômico pra mim, não é o seu desinteresse pelo que interessamos e nem mesmo o nosso desinteresse pelo que te é interessante, os limites de liberdade caminham impares, na certeza de cada um. O mais cômico pra mim é que ele, a sua maneira, ao seu jeito, afronta à realidade literária de uma estrutura que se denomina ordenada, justa e paternalista, morando como um desgraçado rejeitado a porta de um dos mais importantes prédios de nossa cidade. De um lado se tem a porta de acesso a Defensoria Publica do Estado de Minas Gerais e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), de outro a porta de acesso da Inspetoria de Ensino, juntamente com o acesso do IPSEMG. E dizem que ali naquele prédio a administração local ministra aulas de inglês e espanhol grátis, principalmente a pessoas carentes.




          A cara de um líder revolucionário, que carrega em sua cabeça apenas os dreads de Marley, razão de seu apelido.
          Seus vícios? Talvez.
          Sem as rimas poéticas para criticar os equívocos sociais de um sistema injusto, ele apenas vive ou sobrevive, por ai, mas com “endereço fixo”, as portas da justiça, cega, como todo o resto.
          Ele não é um ator mexicano interpretando os dramas de um menino pobre, também não é dono da língua afiada que tentou mudar o mundo com rimas musicais. Ele é apenas mais um, entre milhões de brasileiros que vivem o lado B dessa sociedade.

Deus dos desgraçados descei sobre todos nós. Que a sua justiça e o seu reino sejam justos e acolhedores a todos os miseráveis desta terra. Amém.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009


“Nós não lemos o que lemos. Nós lemos o que somos!”
As 12:12 do dia 11/02/2009 eu me senti no dever de atualizar meu blog, quase sem vida, não fosse o entusiasmo que tenho em brincar de combinar ações, pensamentos e idéias em forma de palavras.
Neste momento, cansado, acabo de ler um texto de Rubem Alves, alguém que aprendi a gostar por meio de outras a quem gosto muito. Não gostei de seu trabalho por gostar dessas que o admiram, mas, pela excelência de suas linhas, quase as vejo brincando em incríveis realidades diversas, as vezes desconhecidas, com todos os melhore sabores do mundo, do coração e principalmente com uma pitada de tempero Mineiro, o essencial....
Então, recomendo seu texto SOBRE BIFES DE FÍGADO E DOBRADINHA, na verdade o gosto muito, por isso recomendo todo seu arsenal literário, é belo, é apaixonante, e de um bom gosto ilimitado. Site:
www.rubemalves.com.br

Este texto, em especifico, explica sob o “nosso ponto de vista” algo que eu sentia, sabia, mas não conseguia expressar. Como diz outro bom inteligente, o Sr. Padre Fábio de Melo, que também tenho admirado bastante, não por ser um conterrâneo, nem por ter aprendido a gostar de seu trabalho através de referencias dos que gosto, como no caso de Rubem, mas pela clareza e excelência madura de suas palavras, sempre tão diretas, sempre tão acalentadoras, “muitas vezes as palavras não condizem com as emoções”, ou seriam memórias, ou seriam lembranças???? Enfim, sob sua perspectiva ou a minha adaptação prevalece a inicial:

MUITAS VEZES AS PALAVRAS NÃO CONDIZEM COM AS EMOÇÕES.

Retomando o que voltei a retomar ontem, tentei dizer a uma colega de Trabalho que tenho percebido algo diferente e tão igual. Todas as mentes que considero brilhantes, que as julgo inteligentes e sedentos de informações e sabedoria percorrem em algum momento, ou a maioria dele, a mesma avenida. Seria isso algo pré-estabelecido (segundo as novas regras de português preestabelecido)? Seria também esta uma forma alienada de direcionamento?

Segundo Rubem sob o conceito de Nietzsche
... ninguém consegue tirar das coisas, incluindo os livros, mais do que aquilo que ele já conhece. Pois aquilo a que alguém não chegou por meio da experiência, para isso ele não terá ouvidos”. Seguindo essa mesma linha de raciocínio em um texto onde meu ídolo parecia desabafar e, deixar exposto algo, ele fez referencias também ao livro de Thomas Mann, José no Egito, onde após ser vendido como escravo ele, José, assentado, conversava com seu dono e diz: “Eu estou assentado a não mais que um metro de você. No entanto, ao seu redor grã um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu. A proximidade física é um engano. Próximos fisicamente, estamos infinitamente distantes um do outro.
Com base nessa referencia Rubem conclui que existem universos completamente diferentes, onde cada existência é o centro de seu próprio universo, e por isso não agrada nada mais que aqueles presentes em seu universo, ou os que a ele se assemelham. Existem centros de universos parecidos, como no caso de sua paixão pelas obras de Bachelard, e neste caso, pela proximidade de universos ele é capaz de aplicar a sentença antes mesmo do julgamento, antes de ler o livro, por conhecer e se identificar com o autor é capaz de deduzir que a obra é Maravilhosa.
Neste desabafo de Rubem também entendi que de acordo com a psicanálise
quando lemos estamos em busca daquilo que a ciência da o nome de “identificações”.Agora tenho explicado o sentimento que antes não poderia explicar, talvez pudesse fazê-lo daqui a alguns anos quando minhas experiências me permitissem, mas as faço hoje, quando começo a cruzar as ruas de encontro a mesma avenida aos que admiro intelectualmente, com base no texto de alguém que mesmo distante, sem nos conhecer, sem ter trocado uma única palavra mostrou através da relação estabelecida entre as experiências que formam o meu e o seu universo e principalmente através de seu intimo expresso em seu desabafo em forma de texto, o que reforça cada pensamento por ele ali ilustrado, habitamos o mesmo universo.

NÃO MENOS IMPORTANTE QUE A SATISFAÇÃO DO ENCONTRO, SE SENTE MAIOR E ARDENTE, A SATISFAÇÃO EM BUSCAR. (eu mesmo pensei nisso, heheh).
Nós, sedentos de informações, curiosos, cruzaremos a mesma avenida de encontro a insatisfação, que nos remete a buscas intermináveis, sempre renovadas e/ou reforçadas a cada segundo a frente.


A maturidade e a experiência vital são um processo natural pelos quais todos iremos passar/adquirir, alguns forjados a ferro e fogo, outros de uma evolução menos dolorosa ou suprema em plena excelência. A certeza que continuo tendo é que nos direcionamos a um mesmo caminho, uma mesma jornada, nos alimentando em universos harmonizados, tão iguais, tão parecidos, tão passiveis das informações que um dia fomos carentes e das quais passaremos a vida toda tentando obter.

Se eu pudesse, queria ter muito mais que uma vida, para aprender mais ou chegar logo a loucura que antecede o repouso.

Inté +

D@N